Câmara de João Monlevade

Os vereadores de João Monlevade fizeram nesta quarta-feira (7), a primeira reunião do ano após o recesso parlamentar. O encontro foi marcado por discussões pontuais como a presença de vendedores ambulantes no centro comercial da cidade. O assunto foi levantado pelo vereador Geraldo Antônio Marcelino (Tonhão – PPS) que, irritado, atacou a imprensa pela publicação de matéria na qual aponta a intenção do parlamentar em querer organizar o comércio informal. Tonhão não escondeu a indignação com a publicidade negativa e alegou que o fato foi usado de forma sensacionalista. Ele enfatizou que não declarou guerra contra os ambulantes e que todos precisam de uma oportunidade para trabalhar. “Sou a favor de um local adequado para ele”, disse Tonhão que completou: “o que vamos fazer é apresentar um anteprojeto para a regulamentação dos ambulantes”.

Fábio Lúcio da Silva (Fábio da Prohetel – PP), solidário ao colega do pepista, disse que Tonhão foi mal interpretado. Fábio. “Sabemos da atual situação do país e da dificuldade econômica. Cada um tem que se virar como pode, mas é preciso ter regulamentação e lugar para eles [os ambulantes] trabalharem tranquilos”, ressaltou o vereador.

O petista Gentil Bicalho endossou os discursos enfatizando a necessidade das pessoas em trabalhar. Já o tucano Guilherme Nasser destacou a organização das atividades como essencial. Já o presidente do Legislativo, Djalma Bastos (PSD) lembrou que além da regulamentação, é preciso ter atenção com a saúde da comunidade, já que muitos ambulantes comercializam alimentos que não podem ser vendidos na rua – como peixes. “O que está em choque é a saúde da nossa comunidade. Não se pode vender um peixe no passeio do município”, pontuou.

A questão dos ambulantes no centro comercial de João Monlevade é antiga e as reclamações sobre os comerciantes informais só crescem. É que pipocam a oferta de produtos e fica quase impossível transitar nas calçadas devido a presença maciça de vendedores. Na administração passada, o ex-prefeito Teófilo Torres (PSDB) tentou organizar a situação dos ambulantes e transferiu os vendedores para a praça do Povo. Fiscais de postura também coibiam o comércio das mercadorias, sob o risco de multas e apreensão dos objetos.

A ação durou pouco tempo e logo depois a avenida Wilson Alvarenga voltou a ficar tomada de ambulantes. Junto a isso, a Câmara de vereadores reformulou e aprovou o novo Código de Posturas municipal, que, entre outras coisas, proíbe esse tipo de comércio, além de penalizar quem vende, por exemplo, alimentos como queijo, leite e peixes em via pública. Apesar da legislação vigente, não há fiscais nas ruas para fazer valer a lei municipal.

Chuvas

Os estragos provocados pelas chuvas em João Monlevade também entraram na pauta de assuntos comentados pelos vereadores. A Defesa Civil da cidade mapeou 38 pontos que necessitam de intervenção e os parlamentares destacaram a necessidade de ações imediatas. A maior preocupação deles é em relação á avenida Rodrigues Alves, não bairro República. Em dezembro do ano passado, parte da via desmoronou e, nessa semana, mais um pedaço caiu. Um prédio está em risco e foi interditado. A queda da pista reflete em casas no bairro Nova Esperança (Barraginha) que também correm risco de desabarem. Sobre a questão, Djalma Bastos destacou a necessidade de uma melhor preparação da população para o enfrentamento do período chuvoso, bem como a reestruturação da Defesa Civil e das secretarias de Obras e Serviços Urbanos para atender a quem precisa.

Não há vagas

Não há vagas em creches municipais e com isso centenas de crianças que deveriam estar num Centro de Educação Infantil (Cemei) em João Monlevade aguardam uma solução. Está na legislação que todas as crianças com 4 anos devem ser matriculadas, mas com a falta de vagas, uma solução imediata precisa ser tomada, segundo apontamentos dos vereadores. Carlos Roberto Lopes (Pastor Carlinhos – PMDB) foi quem fez o alerta. Ele disse que há muitos pedidos. A informação foi reforçada por Guilherme Nasser que sugeriu uma intervenção do Judiciário para solução da questão.

O vereador-professor e membro da Comissão de Educação, Leles Pontes (PRB) enfatizou que a questão só será aniquilada de vez em João Monlevade quando os Cemeis dos bairros José de Alencar e Boa Vista forem construídos. A obra do primeiro segue a passos lentos e chegou a ser interrompida no ano passado devido a falta de repasses do governo federal para continuidade dos serviços. A previsão é de que a creche seja entregue até o final do ano. Já o Cemei do Boa Vista ainda não saiu do papel.

Depois do Carnaval

Por causa do feriado de Carnaval, a próxima reunião ordinária da Câmara Municipal de João Monlevade será no dia 15 de fevereiro, quinta-feira da semana que vem.

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