Violência contra a mulher: Defensoria Pública faz ao menos um atendimento a vítimas por dia

Renata Martins é defensora pública em João Monlevade (Bell Silva)

A Defensoria Pública de João Monlevade faz de cinco a dez atendimentos semanais de mulheres vítima de violência. A informação é da defensora pública, Renata Martins, que falou sobre o assunto na última quarta-feira (8), Dia das Mulheres.

Também nessa semana, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) divulgou um diagnóstico com o detalhamento de crimes de violência contra a mulher em todo o Estado. O estudo traz dados de todas as 853 cidades e foi realizado a partir da média encontrada dos crimes em Minas Gerais. A produção do documento é do Centro Integrado de Informações de Defesa Social (Cinds), via Polícia Civil.

A violência doméstica e familiar contra a mulher caiu, entre 2015 e 2016, em todo o Estado e também na capital. Em Minas, foram 2.681 ocorrências a menos deste tipo de crime no último ano, o que representa uma queda de 2,08%. Já 12ª Região Integrada de Segurança Pública (Risp), onde João Monlevade é integrada, o decréscimo foi de 4,77%, com 9.827 casos registrados no ano de 2015 e 9.358 em 2016. João Monlevade, ainda de acordo com os dados, apresentou “Taxa de Ocorrência com vítimas femininas por grupo de mil” em 2015 de 7,54. Já no ano passado o índice foi de 6,96.

A queda dos casos, segundo a defensora pública, está atrelada a dois fatores determinantes. Um deles pela conscientização que tem sido trabalhada desde a vigência da Lei Maria da Penha e também devido mudança na legislação que preconiza que as denúncias de violência também podem ser feitas por familiares da vítima e até por vizinho que presenciarem os casos de abuso. “Apesar dessa redução dos índices de violência, nossa cidade ainda comporta situação de agressividade”, alertou Renata Martins.

O diagnóstico elaborado pelo governo do estado considera vários tipos de crime como homicídios, roubos e lesões corporais. Um ponto de preocupação é que 43% dos agressores são os próprios companheiros ou namorados das vítimas. Fato confirmado nas denúncias registradas em João Monlevade.

“As ocorrências de violência geralmente são de reincidência e praticadas pelo companheiro da vítima. A insuficiência econômica ou ausência de conhecimento faz com que essas pessoas se sintam instigadas a violentar imaginando que não serão penalizadas juridicamente. Por isso voltam a praticar os delitos acreditando na impunidade”, explicou a defensora que completou: “a violência ocorre em todas as classes e a confiança maior na lei faz com surjam amis denúncias”.

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