Na época da denúncia do crime de estupro, universitários fizeram vários protestos pedindo socorro pela falta de segurança nos arredores da UEMG (Bell Silva)

O assunto “violência” dominou a pauta de discussões da Câmara de Vereadores de João Monlevade nesta semana. Após uma estudante de engenharia da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) ser estuprada e covardemente agredida nos arredores do campus monlevadense, o assunto ganhou força com pedido de socorro dos universitários e da presidente da Associação Mulheres e Ação de João Monlevade (AMA), que usaram a tribuna do Legislativo.

Eliane rosa Abreu Miranda, presidente da AMA, em seu discurso, lamentou o fato de serem realizadas audiências públicas e outros encontros para discutir o avanço da violência- – em especial às agressões contra mulheres – em João Monlevade e ações que freiem essas agressões não serem implementadas de forma efetiva.

“Não estamos aqui para apontar dedos e nem culpados. Queremos que ações de fato aconteçam. Vamos retomar as discussões sem esperar que uma nova vítima seja feita no nosso município”, falou enfática.

Bastante emocionada, a diretora cultural do Diretório Acadêmico da UEMG, Isabela Silva Camey, falou em nome dos alunos da universidade e pediu ajuda dos vereadores para intermediar recursos que possam ser investidos em segurança nos arredores da instituição. Ela também pontuou uma série de crimes violentos registrados nos arredores da faculdade nos últimos meses. Entre eles, assaltos a mão armada, furto de carro e até um ônibus com alunos de Rio Piracicaba alvejado numa tentativa frustrada de roubo. “O medo e o desespero tomam conta da gente. Onde está a justificativa disso. Só queremos estudar”, disse entre lágrimas.

A estudante lembrou que marginais aproveitam da falta de iluminação nos arredores do campus da UEMG e do mato alto em lotes, para cometerem os crimes. Ela criticou ainda a falta de policiamento ostensivo na área e alegou que não só os estudantes da UEMG, mas de todas as outras faculdades da cidade sofrem com a falta de segurança. “Precisamos de ações e de ajuda”, pediu.

Isabela entregou um ofício ao presidente da Câmara, Djalma Bastos (PSD), pedindo que a Casa interceda em melhorias ao redor do campus. Um dos pedidos urgentes no documento está o reforço da iluminação das proximidades da avenida Getúlio Vargas até a entrada da universidade.

O presidente garantiu que a Casa está de mãos dadas com os alunos e que todos encaminhamentos que possam melhorar a segurança da área serão feitos. Ele pontuou também que há uma hipótese em discussão na qual a avenida Laranjeira (onde ocorreu o estupro da estudante) pode ser incorporada à área dos prédios da UEMG. Com isso, o acesso lateral à faculdade será fechado e contará com uma portaria. “É uma sugestão. Vamos aguardar o desenrolar da situação”, ponderou. Todos os vereadores lamentaram sobre o fato e foram unânimes nos discursos ao apoiarem os alunos.

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