A presidente da Associação Mulheres em Ação de João Monlevade (AMA-JM), Elivânia Felício Braz, fez uso da Tribuna Popular durante a reunião, para abordar o assunto. Fotos Cíntia Araújo Tavares/Acom/CMJM

A veiculação de uma charge desrespeitosa e jocosa veiculada em rede social no último dia 19, foi considerado uma violência contra as servidoras da Câmara de João Monlevade. A ação, gerou várias manifestações em apoio às servidoras nas redes sociais e contrárias ao agressor. Além disso, a charge foi alvo de Nota de Repúdio, Moção de Repúdio e de denúncia junto à 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil. O assunto pautou a reunião ordinária do Legislativo nesta quarta (24).

A presidente da Associação Mulheres em Ação de João Monlevade (AMA-JM), Elivânia Felício Braz, fez uso da Tribuna Popular durante a reunião, para abordar o assunto. Ela parabenizou a Câmara Municipal pelas tomadas de medidas imediatas ao caso. Isso porque na manhã em que a charge foi publicada, foi emitida uma Nota de Repúdio pelo Legislativo, bem como amparo administrativo e orientação jurídica para que as servidoras iniciassem procedimento junto à Polícia Civil.

Importante destacar que a AMA-JM também emitiu nota de repúdio contra a violência sofrida, também no mesmo dia da publicação da charge. No texto, destaca-se: “A postagem atinge, agride e ofende diretamente a honra de todas as assessoras e candidatas ao cargo e a honra de todas as mulheres e evidencia a necessidade de punições rígidas contra a violência de gênero. A conduta do agente merece rechaço e uma rápida apuração e punição, a fim de coibir esses tipos de práticas que trazem danos irreversíveis à integridade das mulheres. Repudiamos, ainda, com o mesmo rigor, qualquer manifestação de pensamento que iguale ou compare a capacidade intelectual e profissional das mulheres ao seu órgão sexual”. Ainda sobre essa questão, em seu tempo na tribuna, Elivânia defendeu que a lei Maria da Penha comece a ser abordada nas escolas em João Monlevade. Para tanto, ela apresentará aos vereadores uma proposta de projeto de Lei neste sentido.

Violência

Maria de Lourdes Fernandes (Filinha), também fez uso da Tribuna Popular

A 1ª secretária do Centro Comunitário do Bairro Cruzeiro Celeste, Maria de Lourdes Fernandes (Filinha), também fez uso da Tribuna Popular. Durante sua fala, Filinha defendeu mais acessibilidade da população ao espaço e pediu aos vereadores que revisem as condicionantes impostas para uso da tribuna pelo cidadão. O vereador Marquinho Dornelas (PDT), que é presidente da Comissão de Participação Popular da Câmara, apoiou a reivindicação de Filinha. Para ele, a revisão deste uso da tribuna é sinônimo de transparência. O vereador Bruno Cabeção (Avante), também se manifestou sobre o assunto. Ele é favorável à revisão, desde que se tenha respeito em ambos os lados.

Ainda em sua fala, Filinha cobrou justiça ao crime ocorrido no último final de semana, em que uma policial militar atirou em César Eduardo Patrício, durante uma abordagem na casa da vítima. A Polícia Militar emitiu nota sobre o assunto, informando que foi acionada para atender uma ocorrência da Lei Maria da Penha. Durante a ação, conforme nota “o policial militar, em legítima defesa de terceiros, visando evitar um mal maior, efetuou um disparo em direção ao autor (enteado da vítima), para que cessasse o intento de agressão, contudo, por um erro de pessoa, atingiu o padrasto do autor”, afirmou a corporação. A nota é questionada pela esposa da vítima e o caso está sob investigação. “Queremos justiça. A vida de um pai de família foi tirada”, declarou Filinha.

Moção de Repúdio

Durante reunião ordinária foi apresentada e aprovada uma Moção de Repúdio, de iniciativa de todos os vereadores, referente ao episódio da charge, episódio esse tratado pela Câmara de João Monlevade como ato de violência contra as servidoras. Conforme Moção de Repúdio, “o agressor, em clara discordância política, usou de uma ação baixa e totalmente mentirosa”. O proprietário do perfil publicou em rede social uma charge de uma silhueta feminina com dizeres depreciativos e inclusive com conotação sexual, em que propaga a impressão de favores íntimos em troca da ocupação de cargo que cita como ‘assessora de vereador’. “Essa ação é uma violência e desrespeito não só a nossas servidoras, mas também a todas as mulheres”, afirma trecho da moção. Importante informar que todas as servidoras já foram ouvidas pela Polícia Civil de João Monlevade e que todos os vereadores manifestaram apoio, respeito e admiração às servidoras do Legislativo.

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