As polícias, Civil e Militar, de João Monlevade concederam na tarde de ontem (20), uma coletiva de imprensa onde foram apresentadas as estatísticas criminais na cidade de região, referente entre os anos de 2018 e 2019.

Participaram da coletiva o subcomandante da 17ª Companhia Independente da Polícia Militar, capitão Elias Rocha e os delegados da Polícia Civil Camila Batista Alves e Alex Dalton de Souza.

Segundo as autoridades policiais, os crimes de furtos caíram 9% no ano passado em relação a 2018. Os roubos com violência tiveram uma diminuição de 36% no mesmo período.

O índice que mais chamou a atenção foi o número de homicídios, que teve uma queda 45% no ano. Dez mortes a menos que no ano anterior. À esse resultado o subcomandante da PM atribuiu à retirada de armas de fogo de circulação e o combate ao tráfico de drogas, uma das principais causas de assassinatos na cidade.

Sobre os homicídios, Elias Rocha disse que “dos doze ocorridos na cidade no ano passado, 11 foram solucionados e os autores presos. Apenas um ainda não conseguimos solucionar até o momento”, destacou.

O delegado Alex Dalton destacou ainda, a importância da participação da sociedade na construção da segurança, relatando qualquer incidente e confeccionando os boletins de ocorrência. “O cidadão pode ajudar na segurança pública através de denúncias via 181, o Disque Denúncia Unificado (DDU), que é uma ferramenta fundamental para a polícia. Através delas podemos dar início às investigações e com isso, evitar muitos tipos de crimes”, pontuou.

O número de homicídios caiu quase que pela metade. Em 2018 foram 22

A delegada Camila Batista também comentou sobre os números. Segundo ela é perceptível essa redução na criminalidade em toda a região sob coordenação da 4ª Delegacia Regional da Polícia Civil, no entanto ainda é alto o número de violência contra a mulher.  “Em média a cada um dia e meio, uma mulher sofre algum tipo de violência na região. Teve uma redução em relação ao ano anterior. Em minha opinião esse problema não tem aumentado, acontece que hoje é mais noticiado. A violência contra a mulher sempre existiu. Antes muitos não eram previstos em Lei, e o hoje temos Leis específicas”, disse a delegada.

Mesmo com a redução nos crimes de menor potencial, a polícia ainda anda preocupada com o crime muito comum na cidade, os roubos de celulares.

O tenente Flávio Batista, que coordena o Setor de Inteligência da Companhia e também este na coletiva, disse que “o dono do aparelho deve guardar o IMEI do seu celular. Ele pode ser acessado digitando *#06# no teclado”.  Sobre os roubos de celulares o delegado Alex Dalton alertou para que a população não compre telefones sem nota fiscal ou de procedência duvidosa; se o aparelho foi furtado ou roubado, o comprador pode ser preso e responder criminalmente por receptação.

As autoridades policiais destacaram ainda o apoio do Ministério Público e do Poder Judiciários, que sempre dão suporte quando solicitados. “Temos na cidade um apoio incondicional desses poderes. Principalmente no que diz respeito aos mandados de busca e apreensões, solicitação de internação de menores infratores, busca por vagas para essas internações. Então, o suporte dessas autoridades também contribui muito para essa queda nos índices criminais”, ressaltou o capitão Elias.

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