Witzel revela que assassinato de Marielle tem duas linhas de investigação

Marielle Franco, vereadora eleita pelo PSOL - Márcia Foletto / Agência O Globo

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, revelou, nesta segunda-feira (14),que há duas linhas de investigação sobre os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

O caso completou 10 meses e segue sob sigilo. Witzel disse que o ideal seria que a investigação “mais avançada” se tornasse referência para o trabalho de denúncia e posterior pedido de prisão dos envolvidos.

As afirmações foram feitas em coletiva após a cerimônia de recondução de Eduardo Gussem ao cargo de procurador-geral de Justiça do Estado.

O procurador-geral Eduardo Gussem confirmou que há uma linha sendo conduzida pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ) e outra, pela Polícia Civil, sobre o caso Marielle, ressaltando que elas não são divergentes.

Segundo ele, enquanto a Polícia Civil se concentra no crime especificamente, o Ministério Público do Estado trata de casos envolvendo organizações criminosas que possam ter relação com as mortes.

Durante o discurso de recondução ao cargo para mais dois anos à frente do Ministério Público do Estado, Gussem disse não ter dúvidas de que os assassinatos têm ligações com grupos de milicianos.

Ele lamentou, também, o ataque a tiros sofrido nesse domingo (13) pela deputada estadual Marta Rocha, que escapou ilesa.

O procurador destacou o papel do estado no combate ás milícias que, segundo ele, representam “uma forma perversa de plantar o terror e o medo na sociedade”.

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